O Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo, continua a suscitar reacções elogiosas. Eis as últimas. No blogue A Natureza do Mal, Luís Januário aborda o livro, em post intitulado Enfim Isabela. Um excerto:
O livro não tem similar na escrita em português contemporâneo. Uma mulher recorda o pai. E nós podemos ver esse homem, cheirá-lo, sentir-lhe a presença. O livro é sobre uma traição fundamental e sobre uma questão fundamental, que não revelarei aos possíveis leitores.
No site do JL, Luís Ricardo Duarte publica uma recensão do livro, sob o título Uma Infância Colonial, de que extraímos também um pedaço significativo:
Isabela Figueiredo não tem medo das palavras. De contar as coisas como elas eram e como as viu. De desenterrar comportamentos e limpá-los do discurso politicamente correcto. E ninguém escapa ao seu olhar conscientemente inocente, em particular a sua família. Sendo uma autobiografia, não foge às memórias fundadoras da sua personalidade. A descoberta da sexualidade, a sua e a dos seus pais, das discrepâncias sociais, da hipocrisia, das infidelidades, dos preconceitos, dos hábitos e costumes, dos passeios e das esplanadas, do Cinema e da Literatura, essa arma de destruição massiva de irrealidades
P.S. Sem prejuízo de informação mais detalhada nos próximos dias, informamos desde já que no próximo dia 6 de Março, sábado, na FNAC do NorteShopping, Porto, o livro de Isabela Figueiredo será apresentado por Ana Luísa Amaral.
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