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	<title>Comentários para Angelus Novus</title>
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		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Rui Bebiano por anamar</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/13/a-minha-livraria-preferida-rui-bebiano/#comment-118</link>
		<dc:creator>anamar</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 09:13:56 +0000</pubDate>
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		<description>Que bela surpresa!
Mais uma razão para voltar à Madeira!!!
:))</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que bela surpresa!<br />
Mais uma razão para voltar à Madeira!!!<br />
:))</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Isabela Figueiredo por Carlos Azevedo</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/12/a-minha-livraria-preferida-isabela-figueiredo/#comment-115</link>
		<dc:creator>Carlos Azevedo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 11:27:32 +0000</pubDate>
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		<description>Não escapará a uma visita quando for a Lisboa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não escapará a uma visita quando for a Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Fernando Matos Oliveira por Jorge Vicente</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/10/a-minha-livraria-preferida-fernando-matos-oliveira/#comment-114</link>
		<dc:creator>Jorge Vicente</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:51:58 +0000</pubDate>
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		<description>essa é, de facto, também a minha livraria ideal

um grande abraço
jorge vicente</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>essa é, de facto, também a minha livraria ideal</p>
<p>um grande abraço<br />
jorge vicente</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Rui Manuel Amaral por Carlos Machado</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/08/a-minha-livraria-preferida-rui-manuel-amaral/#comment-113</link>
		<dc:creator>Carlos Machado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 15:13:02 +0000</pubDate>
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		<description>A última resposta é brilhante. Tenho pena de não ter tido a mesma ideia relativamente a uma livraria &quot;ideal&quot;. Julgo que, para merecer o epíteto, faltaria só o Rimbaud a servir imperiais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A última resposta é brilhante. Tenho pena de não ter tido a mesma ideia relativamente a uma livraria &#8220;ideal&#8221;. Julgo que, para merecer o epíteto, faltaria só o Rimbaud a servir imperiais.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Eduardo Pitta por cláudia</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/02/a-minha-livraria-preferida-eduardo-pitta/#comment-110</link>
		<dc:creator>cláudia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 14:22:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=2481#comment-110</guid>
		<description>Tenho, de facto, dificuldades no terreno da ironia, pelo que desde já apresento as minhas desculpas pela precipitação que resultou neste absurdo mal entendido. 
Em 1962, ainda não era nascida. Felizmente que, em 1968, já havia quem levasse crianças de 4 e 5 anos a livrarias, kindergarten mais fascinantes do que as gaiolas de rede e as bolas de plástico de hoje em dia. Em compensação, o Eduardo teve uma conta aos 13 anos. Só não fico com inveja porque, por essa idade, a biblioteca era o local onde passava os fins-de tarde e aí, os livros eram todos acessíveis.
:)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho, de facto, dificuldades no terreno da ironia, pelo que desde já apresento as minhas desculpas pela precipitação que resultou neste absurdo mal entendido.<br />
Em 1962, ainda não era nascida. Felizmente que, em 1968, já havia quem levasse crianças de 4 e 5 anos a livrarias, kindergarten mais fascinantes do que as gaiolas de rede e as bolas de plástico de hoje em dia. Em compensação, o Eduardo teve uma conta aos 13 anos. Só não fico com inveja porque, por essa idade, a biblioteca era o local onde passava os fins-de tarde e aí, os livros eram todos acessíveis.<br />
:)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Eduardo Pitta por Eduardo Pitta</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/02/a-minha-livraria-preferida-eduardo-pitta/#comment-109</link>
		<dc:creator>Eduardo Pitta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 10:40:22 +0000</pubDate>
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		<description>O Eduardo Prado Coelho tinha razão quando se queixava da dificuldade dos portugueses no terreno da ironia. A Cláudia tomou como &quot;absoluto&quot; uma provocação: «interdição a menores de...». (Lisboa está cheia de livrarias com kindergarten, os pais não tomam conta dos filhos, etc.) Tirando isso, veja lá que a mim também me abriram conta numa livraria no dia em que fiz 13 anos. Mas em 1962 ninguém levava crianças de 4 e 5 anos para livrarias...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Eduardo Prado Coelho tinha razão quando se queixava da dificuldade dos portugueses no terreno da ironia. A Cláudia tomou como &#8220;absoluto&#8221; uma provocação: «interdição a menores de&#8230;». (Lisboa está cheia de livrarias com kindergarten, os pais não tomam conta dos filhos, etc.) Tirando isso, veja lá que a mim também me abriram conta numa livraria no dia em que fiz 13 anos. Mas em 1962 ninguém levava crianças de 4 e 5 anos para livrarias&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Eduardo Pitta por clláudia</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/02/a-minha-livraria-preferida-eduardo-pitta/#comment-108</link>
		<dc:creator>clláudia</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 18:40:45 +0000</pubDate>
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		<description>Interdição a menores de 14 anos? Que coisa mais deprimente. 

Desde que me lembro, frequentei livrarias, muito antes de saber ler. 
Por cima de uma das melhores livrarias de G., ficava o cabeleireiro onde a minha mãe ia às sexta-feiras. Passei lá muitos fins-de-tarde e de lá vieram muitos dos presentes que recebia. O livreiro separava livros para o meu pai, antes que os recolhesse a Censura. Claro que eu não o sabia. 
No verão de 1974, a minha mãe levou-me lá e com ela escolhi uma resma de livros. Lembro-me bem desse dia. 
Nas férias, lembro-me de ir à Casa Havaneza com a minha avó que, durante as férias, me ia comprando livros. Lia um até ao fim e podia escolher um outro.
Quando fui para a universidade, mudei de cidade. O meu pai abriu-me uma conta na Livraria Leitura, talvez o melhor presente que recebi na minha vida. Não o teria apreciado da mesma forma se, desde que me lembro, não tivesse frequentado livrarias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interdição a menores de 14 anos? Que coisa mais deprimente. </p>
<p>Desde que me lembro, frequentei livrarias, muito antes de saber ler.<br />
Por cima de uma das melhores livrarias de G., ficava o cabeleireiro onde a minha mãe ia às sexta-feiras. Passei lá muitos fins-de-tarde e de lá vieram muitos dos presentes que recebia. O livreiro separava livros para o meu pai, antes que os recolhesse a Censura. Claro que eu não o sabia.<br />
No verão de 1974, a minha mãe levou-me lá e com ela escolhi uma resma de livros. Lembro-me bem desse dia.<br />
Nas férias, lembro-me de ir à Casa Havaneza com a minha avó que, durante as férias, me ia comprando livros. Lia um até ao fim e podia escolher um outro.<br />
Quando fui para a universidade, mudei de cidade. O meu pai abriu-me uma conta na Livraria Leitura, talvez o melhor presente que recebi na minha vida. Não o teria apreciado da mesma forma se, desde que me lembro, não tivesse frequentado livrarias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Eduardo Pitta por ECD</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/02/a-minha-livraria-preferida-eduardo-pitta/#comment-106</link>
		<dc:creator>ECD</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 20:06:03 +0000</pubDate>
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		<description>Uma informação para o Eduardo Pitta: a Brentano’s da avenue de L’Opera fechou  no inicio deste ano.

A Village Voice é uma livraria com livreiro!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma informação para o Eduardo Pitta: a Brentano’s da avenue de L’Opera fechou  no inicio deste ano.</p>
<p>A Village Voice é uma livraria com livreiro!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Eduardo Pitta por Erin</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/02/a-minha-livraria-preferida-eduardo-pitta/#comment-105</link>
		<dc:creator>Erin</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 20:01:42 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Interdição de ingresso a menores de 14 anos.&quot; ???</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Interdição de ingresso a menores de 14 anos.&#8221; ???</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Eduardo Pitta por Simone</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/10/02/a-minha-livraria-preferida-eduardo-pitta/#comment-104</link>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 20:06:46 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria de conhecer todas essas livrarias citadas. Ainda não conheço a Europa, mas tenho o desejo de fazer um grande passeio pelos Estados europeus... Cultural. Conhecer museus, livrarias, tomar café... 
Um bom abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de conhecer todas essas livrarias citadas. Ainda não conheço a Europa, mas tenho o desejo de fazer um grande passeio pelos Estados europeus&#8230; Cultural. Conhecer museus, livrarias, tomar café&#8230;<br />
Um bom abraço!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A nossa Rentrée, enfim! por ana</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/25/a-nossa-rentree-enfim/#comment-100</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 21:43:25 +0000</pubDate>
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		<description>Manuel Gusmão. Quando? Quando?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Manuel Gusmão. Quando? Quando?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A minha livraria preferida: Gustavo Rubim por Marta</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/21/a-minha-livraria-preferida-gustavo-rubim/#comment-96</link>
		<dc:creator>Marta</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 18:35:01 +0000</pubDate>
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		<description>É também a minha preferida. Na verdade há em Taipé uma livraria aberta 24 horas, Eslite Bookstore, que também me agrada bastante, particularmente pelo lado da arquitectura, ambiente e do facto de às 11 da noite, 3 ou 5 da manhã (alturas em que pude comprovar), estar cheio de leitores, não de voyeurs, mas também pela selecção de livros em inglês (o mandarim não faz parte das minhas aptidões).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É também a minha preferida. Na verdade há em Taipé uma livraria aberta 24 horas, Eslite Bookstore, que também me agrada bastante, particularmente pelo lado da arquitectura, ambiente e do facto de às 11 da noite, 3 ou 5 da manhã (alturas em que pude comprovar), estar cheio de leitores, não de voyeurs, mas também pela selecção de livros em inglês (o mandarim não faz parte das minhas aptidões).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em «The Jills» ao vivo na Casa da Música por MrBike</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/22/%c2%abthe-jills%c2%bb-ao-vivo-na-casa-da-musica/#comment-95</link>
		<dc:creator>MrBike</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 16:45:28 +0000</pubDate>
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		<description>Um clássico...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um clássico&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em «The Jills» ao vivo na Casa da Música por Mário Andrade Ventura</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/22/%c2%abthe-jills%c2%bb-ao-vivo-na-casa-da-musica/#comment-94</link>
		<dc:creator>Mário Andrade Ventura</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 16:23:45 +0000</pubDate>
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		<description>Excelente filme. Simples, directo e com um humor muito subtil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente filme. Simples, directo e com um humor muito subtil.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A nossa Rentrée (II) por A coisa promete &#171; Blogue Literário do Porto</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/16/a-nossa-rentree-ii/#comment-93</link>
		<dc:creator>A coisa promete &#171; Blogue Literário do Porto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 19:34:29 +0000</pubDate>
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		<description>[...] para a rentrée na Angelus Novus. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] para a rentrée na Angelus Novus. [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Paulo Meneses: Contra-Gosto por Paulo Meneses, himself</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/11/paulo-meneses-contra-gosto/#comment-92</link>
		<dc:creator>Paulo Meneses, himself</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 21:53:43 +0000</pubDate>
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		<description>Um breve esclarecimento, por ser obrigatório, a bem da verdade, mitigar a excessiva benevolência do Osvaldo. A minha relação com a cozinha é muito simples, nada especializada e seguramente muito pouco competente. É uma boa relação, ponto final. Prazenteira, não o nego. Gozosa, muito. A começar na ida à praça, ao talho e à peixaria, que muito tem de táctil, sensual mesmo: escolher os produtos; saber-lhes o nome, as características e o melhor destino a dar-lhes; determinar o arranjo do peixe ou o corte da carne. Mais do que isso: chegar a casa e tratar tudo à minha maneira, não recear que me passem pelas mãos e sejam por mim postos a ponto de… (&#039;governá-los&#039;, como por aqui se diz, quando nas peixarias se pergunta se o bicho está pronto a usar). Deliciar-me com determinado prato num restaurante ou em mesa amiga e ensaiar mentalmente a forma como foi preparado ou a natureza dos seus componentes. E experimentá-lo mais tarde, desprovido de instruções de uso, guiado apenas pelos sabores remanescentes. Perder-me, como se de uma excelente livraria ou biblioteca se tratasse, por entre certos expositores do 5.º piso do &quot;El Corte Inglés&quot; (esse mesmo, os dos utensílios de cozinha!) ou aprofundar o conhecimento das minhas fraquezas frente às tentadoras prateleiras do seu selecto &quot;Gourmet&quot;. De absolutamente nada mais é feita a minha relação com a cozinha. Que fique o esclarecimento e com ele a anulação de (quaisquer) falsas expectivas.

Ah! E não foram nada difíceis as negociações, não. Afinal o Osvaldo limitou-se a lutar contra a minha &#039;preguiça&#039;, certo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um breve esclarecimento, por ser obrigatório, a bem da verdade, mitigar a excessiva benevolência do Osvaldo. A minha relação com a cozinha é muito simples, nada especializada e seguramente muito pouco competente. É uma boa relação, ponto final. Prazenteira, não o nego. Gozosa, muito. A começar na ida à praça, ao talho e à peixaria, que muito tem de táctil, sensual mesmo: escolher os produtos; saber-lhes o nome, as características e o melhor destino a dar-lhes; determinar o arranjo do peixe ou o corte da carne. Mais do que isso: chegar a casa e tratar tudo à minha maneira, não recear que me passem pelas mãos e sejam por mim postos a ponto de… (&#8216;governá-los&#8217;, como por aqui se diz, quando nas peixarias se pergunta se o bicho está pronto a usar). Deliciar-me com determinado prato num restaurante ou em mesa amiga e ensaiar mentalmente a forma como foi preparado ou a natureza dos seus componentes. E experimentá-lo mais tarde, desprovido de instruções de uso, guiado apenas pelos sabores remanescentes. Perder-me, como se de uma excelente livraria ou biblioteca se tratasse, por entre certos expositores do 5.º piso do &#8220;El Corte Inglés&#8221; (esse mesmo, os dos utensílios de cozinha!) ou aprofundar o conhecimento das minhas fraquezas frente às tentadoras prateleiras do seu selecto &#8220;Gourmet&#8221;. De absolutamente nada mais é feita a minha relação com a cozinha. Que fique o esclarecimento e com ele a anulação de (quaisquer) falsas expectivas.</p>
<p>Ah! E não foram nada difíceis as negociações, não. Afinal o Osvaldo limitou-se a lutar contra a minha &#8216;preguiça&#8217;, certo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A nossa rentrée (I) por Alexandra</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/09/03/a-nossa-rentree/#comment-91</link>
		<dc:creator>Alexandra</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 10:15:05 +0000</pubDate>
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		<description>Uma imagem bem original e apelativa, tal como outras que, foram publicadas aquando de uma edição da Feira do Livro de Lisboa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma imagem bem original e apelativa, tal como outras que, foram publicadas aquando de uma edição da Feira do Livro de Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Discurso Directo: António Apolinário Lourenço por Menina e Moça: «O prazer da leitura» &#171; Angelus Novus</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2008/05/19/discurso-directo-antonio-apolinario-lourenco/#comment-84</link>
		<dc:creator>Menina e Moça: «O prazer da leitura» &#171; Angelus Novus</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 17:18:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=196#comment-84</guid>
		<description>[...] Biblioteca Lusitana, colecção de clássicos da literatura portuguesa, com texto fixado e anotado pelos melhores [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Biblioteca Lusitana, colecção de clássicos da literatura portuguesa, com texto fixado e anotado pelos melhores [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Henrique Perdigão: uma homenagem por Costa Pereira</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/08/11/henrique-perdigao-uma-homenagem/#comment-83</link>
		<dc:creator>Costa Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 14:45:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1913#comment-83</guid>
		<description>Discreto, tenaz, terno. Por isso &quot;morre cedo aquele a quem os deuses amam&quot;. O dizer que faz falta diz tudo.
Um abraço nele para a família e os que com ele trabalhavam, os que -como ele dizia- gravitavam à volta do sol. Fica um tempo mais encoberto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discreto, tenaz, terno. Por isso &#8220;morre cedo aquele a quem os deuses amam&#8221;. O dizer que faz falta diz tudo.<br />
Um abraço nele para a família e os que com ele trabalhavam, os que -como ele dizia- gravitavam à volta do sol. Fica um tempo mais encoberto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Henrique Perdigão: uma homenagem por Paula Guimarães</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/08/11/henrique-perdigao-uma-homenagem/#comment-82</link>
		<dc:creator>Paula Guimarães</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 09:39:57 +0000</pubDate>
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		<description>Não há mais nada a acrescentar. Só o vazio que fica. Um beijo. Saudades.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não há mais nada a acrescentar. Só o vazio que fica. Um beijo. Saudades.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por boppë</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-78</link>
		<dc:creator>boppë</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 00:37:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1219#comment-78</guid>
		<description>Mesmo no Rio Grande do Sul, como comentado por Pádua Fernandes, o uso do &quot;tu&quot; é variado. Em Porto Alegre &quot;tu já viu&quot;, mas em Pelotas, &quot;tu já visse&quot;, uma pronúncia corrompida do &quot;viste&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo no Rio Grande do Sul, como comentado por Pádua Fernandes, o uso do &#8220;tu&#8221; é variado. Em Porto Alegre &#8220;tu já viu&#8221;, mas em Pelotas, &#8220;tu já visse&#8221;, uma pronúncia corrompida do &#8220;viste&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Erin</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-76</link>
		<dc:creator>Erin</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 09:32:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1219#comment-76</guid>
		<description>mmm... estava só aqui a pensar... será que se eu pedir uma caipirinha num bar português ou um cálice de vinho do Porto num bar brasileiro me entendem? Espero que sim!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mmm&#8230; estava só aqui a pensar&#8230; será que se eu pedir uma caipirinha num bar português ou um cálice de vinho do Porto num bar brasileiro me entendem? Espero que sim!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Pádua Fernandes</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-75</link>
		<dc:creator>Pádua Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 06:21:03 +0000</pubDate>
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		<description>Entendo... Mas o uso do &quot;tu&quot; é muito variado no Brasil:  &quot;tu já viu&quot; é algo que muitos gaúchos dizem. No Pará, por exemplo, fala-se &quot;tu já viste&quot;.
Mas não creio que os livros brasileiros substituirão os portugueses - nenhum autor brasileiro vai responder, por exemplo, às demandas que Lobo Antunes desperta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Entendo&#8230; Mas o uso do &#8220;tu&#8221; é muito variado no Brasil:  &#8220;tu já viu&#8221; é algo que muitos gaúchos dizem. No Pará, por exemplo, fala-se &#8220;tu já viste&#8221;.<br />
Mas não creio que os livros brasileiros substituirão os portugueses &#8211; nenhum autor brasileiro vai responder, por exemplo, às demandas que Lobo Antunes desperta.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Catarina</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-74</link>
		<dc:creator>Catarina</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 14:35:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1219#comment-74</guid>
		<description>Os Lisboetas têm sotaque sim, mas costuma-se dizer que quem fala melhor são os de Coimbra devido ao seu passado universitário, dai ter referido o sotaque do Porto.
Mas sim, a nossa lingua foi salva pelos reis cristãos que se refugiaram nas Asturias e foram descendo à medida que conquistavam os mouros, dai evoluiu para o português. Qual é o sotaque mais certo, não sei. Mas, em caso de dúvida, tomo o de Coimbra como o mais acertado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os Lisboetas têm sotaque sim, mas costuma-se dizer que quem fala melhor são os de Coimbra devido ao seu passado universitário, dai ter referido o sotaque do Porto.<br />
Mas sim, a nossa lingua foi salva pelos reis cristãos que se refugiaram nas Asturias e foram descendo à medida que conquistavam os mouros, dai evoluiu para o português. Qual é o sotaque mais certo, não sei. Mas, em caso de dúvida, tomo o de Coimbra como o mais acertado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Catarina</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-73</link>
		<dc:creator>Catarina</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 14:31:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1219#comment-73</guid>
		<description>O tu é usado no Brasil sim senhor, mas sem o verbo correcto (como por exemplo: tu já viu), como já tive a confirmação de vários brasileiros. No entanto, dei o exemplo dentro do contexto da leitura que é o resultado do acordo ortográfico quando entrarem os livros de editoras brasileiras em substituição das nossas: eu vou ter dificuldade em acostumar-me a ler livros que não estão escritos em Português de Portugal e, como eu, conheço muita gente na mesma situação.
Não se trata de valores fascistas nem nada parecido, até lhe posso dizer que as minhas ideias enquadram-se na esquerda apesar de não ter partido político.
Entendo que para um brasileiro seja um pouco mais difícil de entender o problema do acordo ortográfico para nós, o problema é que este não acompanhou a evolução da linguagem e, pelo contrário, pode criar erros (como intersepção e intersecção passarem a escrever-se as duas do mesmo modo e outras palavras que por terem o p e o c atrás ficam com a vogal aberta).
É também de notar a influência que os italianos tiveram na lingua brasileira, tornando a lingua mais musical e com vogais mais abertas. Tudo isto contribuiu para a diferença que há hoje entre as duas formas de português. Porquê tentar fazer com que a lingua se junte de novo de uma forma errada, quando o mais provável é que tome rumos diferentes como aconteceu com o latim ao longo dos séculos?
Falei também da referência ao sotaque português porque já me aconteceu realmente vários brasileiros que não vivem cá me falarem do meu sotaque, quando a lingua no Brasil teve outra evolução à parte de Portugal, o seu país de origem. E, como o Português do Brasil não é considerado ainda dialecto, têm realmente um sotaque próprio (mesmo os que dizem tu em vez do você: nota-se logo que são do Brasil quando comparado com os sotaques de Portugal).
Eu sou simplesmente uma ávida leitora que gosta de estar informada, não sou especialista no assunto. Não quero ofender ninguem nem nada parecido, só estou completamente contra este acordo e vim só dar a minha humilde opinião, sem lugar para desavenças.

Obrigada</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O tu é usado no Brasil sim senhor, mas sem o verbo correcto (como por exemplo: tu já viu), como já tive a confirmação de vários brasileiros. No entanto, dei o exemplo dentro do contexto da leitura que é o resultado do acordo ortográfico quando entrarem os livros de editoras brasileiras em substituição das nossas: eu vou ter dificuldade em acostumar-me a ler livros que não estão escritos em Português de Portugal e, como eu, conheço muita gente na mesma situação.<br />
Não se trata de valores fascistas nem nada parecido, até lhe posso dizer que as minhas ideias enquadram-se na esquerda apesar de não ter partido político.<br />
Entendo que para um brasileiro seja um pouco mais difícil de entender o problema do acordo ortográfico para nós, o problema é que este não acompanhou a evolução da linguagem e, pelo contrário, pode criar erros (como intersepção e intersecção passarem a escrever-se as duas do mesmo modo e outras palavras que por terem o p e o c atrás ficam com a vogal aberta).<br />
É também de notar a influência que os italianos tiveram na lingua brasileira, tornando a lingua mais musical e com vogais mais abertas. Tudo isto contribuiu para a diferença que há hoje entre as duas formas de português. Porquê tentar fazer com que a lingua se junte de novo de uma forma errada, quando o mais provável é que tome rumos diferentes como aconteceu com o latim ao longo dos séculos?<br />
Falei também da referência ao sotaque português porque já me aconteceu realmente vários brasileiros que não vivem cá me falarem do meu sotaque, quando a lingua no Brasil teve outra evolução à parte de Portugal, o seu país de origem. E, como o Português do Brasil não é considerado ainda dialecto, têm realmente um sotaque próprio (mesmo os que dizem tu em vez do você: nota-se logo que são do Brasil quando comparado com os sotaques de Portugal).<br />
Eu sou simplesmente uma ávida leitora que gosta de estar informada, não sou especialista no assunto. Não quero ofender ninguem nem nada parecido, só estou completamente contra este acordo e vim só dar a minha humilde opinião, sem lugar para desavenças.</p>
<p>Obrigada</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Francisco Norega</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-72</link>
		<dc:creator>Francisco Norega</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 22:34:24 +0000</pubDate>
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		<description>Só uma coisa... A língua portuguesa é originária do Norte de Portugal, logo os nortenhos não têm sotaque, têm sim os lisboetas ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só uma coisa&#8230; A língua portuguesa é originária do Norte de Portugal, logo os nortenhos não têm sotaque, têm sim os lisboetas ;)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Pádua Fernandes</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-71</link>
		<dc:creator>Pádua Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 19:50:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1219#comment-71</guid>
		<description>Para uma cultura autoritária, de fato, é muito irritante ter que se confrontar com o outro; ademais, as políticas fascistas sempre necessitam de cultos identitários que demonizam o diferente. A esse respeito, o Brasil parece ter mais abertura. Comprova-o o caso de José Saramago (mesmo com sua postura linguisticamente arrogante, da ilusão dos portugueses de serem donos da língua): seus livros sempre foram publicados no Brasil de acordo com o português de Portugal. Foi no Brasil que ele se tornou um sucesso de vendas - e de crítica - inclusive no tocante ao Evangelho segundo Jesus Cristo, livro que gerou algumas reações curiosas em Portugal. O futuro do Português depende do Brasil, é evidente. O passado, também. Basta ver que os versos de Os Lusíadas somente são decassílabos se falados por um brasileiro. Jamais por um português, em razão das curiosas derivações que a língua sofreu em Portugal, com o engolir de vogais costumeiramente praticado pelos falantes europeus do idioma. Nesse sentido, Camões hoje é um poeta brasileiro, e a mistificação das origens, necessária para aqueles cultos identitários tão presentes no senso comum português (de que a mensagem acima é um exemplar inequívoco), revela-se ainda mais inconsistente.
Como brasileiro, ademais, jamais cometi a asneira de falar em um &quot;sotaque&quot; português: há diferenças enormes nos falares em Portugal; tolo também seria pensar em um &quot;sotaque&quot; brasileiro - a própria geografia continental brasileira impediria que todos falassem da mesma forma. Há até quem ignore, o que é de lastimar, que no Norte e no Sul do Brasil é empregado costumeiramente o &quot;tu&quot;. Sobre uma ignorância dessa magnitude, é difícil fundar uma discussão séria. Felizmente, essas diferenças demonstram a riqueza do idioma português, apesar da estreiteza de alguns de seus falantes. Uma discussão que deveria ter sido travado pelos representantes políticos dos países lusófonos era justamente a de preservação dessa riqueza. Porém, como Osvaldo Silvestre bem assinala, o mercado é a única preocupação reinante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para uma cultura autoritária, de fato, é muito irritante ter que se confrontar com o outro; ademais, as políticas fascistas sempre necessitam de cultos identitários que demonizam o diferente. A esse respeito, o Brasil parece ter mais abertura. Comprova-o o caso de José Saramago (mesmo com sua postura linguisticamente arrogante, da ilusão dos portugueses de serem donos da língua): seus livros sempre foram publicados no Brasil de acordo com o português de Portugal. Foi no Brasil que ele se tornou um sucesso de vendas &#8211; e de crítica &#8211; inclusive no tocante ao Evangelho segundo Jesus Cristo, livro que gerou algumas reações curiosas em Portugal. O futuro do Português depende do Brasil, é evidente. O passado, também. Basta ver que os versos de Os Lusíadas somente são decassílabos se falados por um brasileiro. Jamais por um português, em razão das curiosas derivações que a língua sofreu em Portugal, com o engolir de vogais costumeiramente praticado pelos falantes europeus do idioma. Nesse sentido, Camões hoje é um poeta brasileiro, e a mistificação das origens, necessária para aqueles cultos identitários tão presentes no senso comum português (de que a mensagem acima é um exemplar inequívoco), revela-se ainda mais inconsistente.<br />
Como brasileiro, ademais, jamais cometi a asneira de falar em um &#8220;sotaque&#8221; português: há diferenças enormes nos falares em Portugal; tolo também seria pensar em um &#8220;sotaque&#8221; brasileiro &#8211; a própria geografia continental brasileira impediria que todos falassem da mesma forma. Há até quem ignore, o que é de lastimar, que no Norte e no Sul do Brasil é empregado costumeiramente o &#8220;tu&#8221;. Sobre uma ignorância dessa magnitude, é difícil fundar uma discussão séria. Felizmente, essas diferenças demonstram a riqueza do idioma português, apesar da estreiteza de alguns de seus falantes. Uma discussão que deveria ter sido travado pelos representantes políticos dos países lusófonos era justamente a de preservação dessa riqueza. Porém, como Osvaldo Silvestre bem assinala, o mercado é a única preocupação reinante.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A edição portuguesa depois do acordo ortográfico: réplica a Francisco Vale por Catarina</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/28/a-edicao-portuguesa-depois-do-acordo-ortografico-replica-a-francisco-vale/#comment-70</link>
		<dc:creator>Catarina</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 11:47:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1219#comment-70</guid>
		<description>E por ser só problema dos editores vamos ter que ler livros irritantes por não estarem escritos do mesmo modo que falamos, com o você em todo o lado em vez de tu, nos vemos em vez de vemo-nos, etc, só para bem político. 
Quem perde no meio disto tudo é mas é o leitor que vai ter que passar a comprar livros ingleses pela amazon para não ter que se irritar a ler.

E os brasileiros que vivem no Brasil falam sempre muito do nosso sotaque, não percebendo que a lingua é originária de cá e que realmente eles é que têm sotaque, tal como os da Madeira têm, os do Porto têm... e estas regiões aceitam-no e gostam dele porque caracteriza-os; o que é que o Brasil tem que não percebe que realmente o sotaque é da zona porque a lingua não vem de lá? Só têm é que o valorizar em vez de dizer que é nosso o sotaque, porque é o resultado de da cultura e história do país ao separar-se de Portugal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E por ser só problema dos editores vamos ter que ler livros irritantes por não estarem escritos do mesmo modo que falamos, com o você em todo o lado em vez de tu, nos vemos em vez de vemo-nos, etc, só para bem político.<br />
Quem perde no meio disto tudo é mas é o leitor que vai ter que passar a comprar livros ingleses pela amazon para não ter que se irritar a ler.</p>
<p>E os brasileiros que vivem no Brasil falam sempre muito do nosso sotaque, não percebendo que a lingua é originária de cá e que realmente eles é que têm sotaque, tal como os da Madeira têm, os do Porto têm&#8230; e estas regiões aceitam-no e gostam dele porque caracteriza-os; o que é que o Brasil tem que não percebe que realmente o sotaque é da zona porque a lingua não vem de lá? Só têm é que o valorizar em vez de dizer que é nosso o sotaque, porque é o resultado de da cultura e história do país ao separar-se de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Onde está o Wally? por Cristina Gomes da Silva</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/24/onde-esta-o-wally/#comment-64</link>
		<dc:creator>Cristina Gomes da Silva</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 09:26:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1381#comment-64</guid>
		<description>Acho que é o 5º deitado a contar da direita, na primeira fila em que estão todos juntinhos e deitados, ao lado de um outro de chapéu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que é o 5º deitado a contar da direita, na primeira fila em que estão todos juntinhos e deitados, ao lado de um outro de chapéu.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Onde está o Wally? por Guilherme Diniz</title>
		<link>http://angnovus.wordpress.com/2009/07/24/onde-esta-o-wally/#comment-63</link>
		<dc:creator>Guilherme Diniz</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 02:49:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://angnovus.wordpress.com/?p=1381#comment-63</guid>
		<description>Poderia ser aquele sentado - com pernas esticadas, esquerda sobre a direita, (a usar calça jeans?) - no canto superior esquerdo, com o braço esquerdo apoioado sobre o regaço?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia ser aquele sentado &#8211; com pernas esticadas, esquerda sobre a direita, (a usar calça jeans?) &#8211; no canto superior esquerdo, com o braço esquerdo apoioado sobre o regaço?</p>
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