Paulo Meneses: Contra-Gosto

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Paulo Meneses é actualmente Director do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade dos Açores. A sua área de eleição é a literatura medieval, tendo dedicado a sua tese de mestrado à Menina e Moça e a de doutoramento às cantigas trovadorescas. Além disso, tem manifestado um interesse especial pelas questões da ontologia da ficção e da articulação entre estudos literários, linguística, retórica e semiótica. Nos últimos anos reorientou o seu trabalho académico para as relações entre literatura e cinema e para a teoria dos média.

Na Angelus Novus publicou o ensaio Menina e Moça: Os Mecanismos (Dissimulados) da Ficção (1998).

Natural da ilha Terceira, Paulo Meneses, para lá de ser um defensor militante das belezas da sua terra, é também praticante, sobretudo na área da culinária. Por outras palavras, é um cozinheiro de rara competência, razão pela qual, após longas, demoradas e árduas negociações, temos muito gosto em anunciar que a partir desta data Paulo Meneses publicará neste blogue uma rubrica mensal da sua responsabilidade, intitulada «Contra-Gosto». O primeiro pitéu tratado, como se poderá ver no post seguinte, será a mundialmente famosa «Alcatra» da Terceira.

Estamos certos de que esta será, a partir deste momento, uma das rubricas (justificadamente) mais populares do nosso blogue. Escusado é dizer que nos sentimos muito orgulhosos por podermos passar a contar desde agora com esta colaboração – açoriana, erudita, prazeirosa.

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Uma resposta

  1. Um breve esclarecimento, por ser obrigatório, a bem da verdade, mitigar a excessiva benevolência do Osvaldo. A minha relação com a cozinha é muito simples, nada especializada e seguramente muito pouco competente. É uma boa relação, ponto final. Prazenteira, não o nego. Gozosa, muito. A começar na ida à praça, ao talho e à peixaria, que muito tem de táctil, sensual mesmo: escolher os produtos; saber-lhes o nome, as características e o melhor destino a dar-lhes; determinar o arranjo do peixe ou o corte da carne. Mais do que isso: chegar a casa e tratar tudo à minha maneira, não recear que me passem pelas mãos e sejam por mim postos a ponto de… (‘governá-los’, como por aqui se diz, quando nas peixarias se pergunta se o bicho está pronto a usar). Deliciar-me com determinado prato num restaurante ou em mesa amiga e ensaiar mentalmente a forma como foi preparado ou a natureza dos seus componentes. E experimentá-lo mais tarde, desprovido de instruções de uso, guiado apenas pelos sabores remanescentes. Perder-me, como se de uma excelente livraria ou biblioteca se tratasse, por entre certos expositores do 5.º piso do “El Corte Inglés” (esse mesmo, os dos utensílios de cozinha!) ou aprofundar o conhecimento das minhas fraquezas frente às tentadoras prateleiras do seu selecto “Gourmet”. De absolutamente nada mais é feita a minha relação com a cozinha. Que fique o esclarecimento e com ele a anulação de (quaisquer) falsas expectivas.

    Ah! E não foram nada difíceis as negociações, não. Afinal o Osvaldo limitou-se a lutar contra a minha ‘preguiça’, certo?

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