A minha livraria preferida: Rui Bebiano

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Rui Bebiano é professor de história contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais. Foi pioneiro na revalorização do estudo da história política do período Barroco, com o seu livro D. João V. Poder e Espectáculo (Estante, 1987), tendo-se dedicado ainda ao estudo da teorização da guerra entre os séculos XVI e XVIII. Colaborador da LER, é também autor do blogue A Terceira Noite. Foi um dos primeiros exploradores das possibilidades comunicativas do ciberespaço, criando publicações como NON! – Cultura e Intervenção (1996-2003), além dos blogues Sous les pavés, la plage!,  A Estrada e Passado/ Presente.

Na Angelus Novus editou Folhas Voláteis (2001), O Poder da Imaginação (2003) e, muito recentemente, Outubro. Coordena também a série de «História Contemporânea» da colecção Biblioteca Mínima, cujos primeiros volumes se encontram em fase de ultimação.

 

P. De todas as livrarias que já frequentou, qual a sua preferida?

R. Oscilo entre a Lello de Luanda, na qual um dia me senti paralisado ao olhar para centenas de títulos na «metrópole» eufemisticamente classificados como «fora do mercado», e a incrível Esperança, no Funchal. Escolho a madeirense, que não deixei de frequentar e se mantém pujante nos dois espaços da Rua dos Ferreiros onde arruma perto de 100.000 títulos.

P. Pode indicar as 3 razões pelas quais prefere essa livraria?

R. A arquitectura quase labiríntica do espaço mais antigo impondo uma sensação de retiro e de suspensão no tempo, o odor intenso a papel com alguma idade sobrepondo-se pelo volume ao das novidades, a arrumação desarrumada das enormes estantes e dos livros no tecto que convida à exploração sem que o explorador perca completamente o azimute ou dê de caras com pirâmides de livros.

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P. Pode indicar um livro que associe em particular a essa livraria?

R. Foi lá que comprei os dois volumes da edição nacional do Arquipélago de Gulag, de Soljenitisine. Na altura perturbou-me bastante e meteu-me numa crise de consciência da qual não saí intacto.

P. O que seria para si «a livraria ideal»?

R. Uma que tenha todos os dias títulos novos mas conserve aqueles que nela alguma vez entraram em fundo de catálogo. Seria única.

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Uma resposta

  1. Que bela surpresa!
    Mais uma razão para voltar à Madeira!!!
    :))

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