A minha livraria preferida: Francisco José Viegas

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Francisco José Viegas é ficcionista e cronista, com uma bibliografia já vasta em qualquer desses géneros. Ao seu romance Longe de Manaus (2005) foi atribuído o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Acaba de lançar O Mar em Casablanca, com uma 1ª ed. já esgotada. É neste momento o director editorial da Quetzal e, de novo, director da revista LER, nesta sua nova fase.

Agradecemos a Francisco José Viegas a pronta colaboração no nosso inquérito. Com esta resposta, damos por concluído o nosso inquérito sobre «a minha livraria preferida».

 

P. De todas as livrarias que já frequentou,  qual a sua preferida?

R. A Ateneo, em Buenos Aires.

P. Pode indicar as 3 razões pelas quais prefere essa livraria?

R. É belíssima, instalada no antigo teatro Ateneo (na C. Santa Fe), com aquelas colunas de mármore, os querubins de gesso colorido, os frisos no tecto. Enfim, um certo conforto. E o barzinho, onde servem um ristretto com água mineral. 2) A enorme quantidade de livros acumulados, de todos os géneros, é sempre comovente para quem não vai comprar o mais recente livro de Miguel Sousa Tavares. 3) Fica perto da Academia Nacional del Tango, onde passei fins de tarde muito bons, a escutar tangos e milongas, a beber e a escrever.

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P. Pode indicar um livro que associe em particular a essa livraria?

R. Dois, que comprei lá. O Martín Fierro, de José Hernández, que nunca li até hoje. E A Invenção de Morel, de Bioy Casares.

P. O que seria para si «a livraria ideal»?

R. Podia ser como a Livraria da Travessa de Ipanema (por causa do restaurante no piso superior e das meninas que vêm da praia e passam entre as estantes como borboletas), no Rio de Janeiro; como a velha Ornabi, de São Paulo, que já fechou em 2007, e onde o Sr. Luís, um português maravilhoso, me proibiu de comprar alguns livros porque não se queria desfazer deles (tinha cerca de meio milhão de livros nas estantes); como as dos saldos de Covent Garden, onde se compram os Oxford todos a duas libras; e como a Galileu, em Cascais, que depende dos dias. Ou seja, tem de ter livros.

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