Foi assim, no sábado, na Fundação Eugénio de Andrade

« – A casa, vista de fora, impressiona. Fortaleza resistindo aos impulsos da névoa. Fantástica, também: o halo, o contorno fosforescente. Halo, como você diz, porque eu prefiro chamar-lhe aviso luminoso (na tempestade). Paro diante dela, hesito em bater à porta». [Carlos de Oiveira, Finisterra. Paisagem e Povoamento, cap. XXV]

A casa foi a Fundação Eugénio de Andrade, na Rua do Passeio Alegre, no Porto. O halo, da poesia de Eugénio e da poesia tout court, foi especialmente visível. Lá fora o Douro ameaçava transbordar e, lá dentro, os heróis que desprezaram a inclemência dos elementos. Na foto, Arnaldo Saraiva, Presidente do Conselho Directivo da Fundação, apresenta Manuel Gusmão, autor de Finisterra. O Trabalho do Fim: reCitar a Origem, e Rosa Maria Martelo, que falou do livro.

Recordamos aqui alguns versos de Eugénio de Andrade em «Recado para Carlos de Oliveira», ditos a propósito por Arnaldo Saraiva:

Lá onde estás chegaste antes de mim.
O sítio deve ser mais asseado:
guarda-me um lugar perto de ti.

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