Está quase a começar…

Isabela no Festival Literário da Madeira

http://festivalliterariodamadeira.com/

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Experimente namorar no sofá

Escolha a companhia.

Em memória de Paulo Eduardo de Carvalho

Acabamos de saber uma péssima notícia: um dos melhores estudiosos do universo do teatro em Portugal, grande dinamizador da revista Sinais de Cena, Paulo Eduardo de Carvalho, distinto professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, morreu hoje afogado na Praia do Cabo do Mundo, em Matosinhos.

Paulo Eduardo de Carvalho colaborou brevemente com a Angelus Novus, apresentando, durante a Coimbra Capital da Cultura, em 2003, o livro de Fernando Matos Oliveira, Teatralidades. 12 Ensaios sobre o Território do Espectáculo. A sessão teve lugar no Teatro Académico de Gil Vicente e o apresentador não podia ter sido mais bem escolhido.

Para a família, para os amigos, para os colegas, a nossa sentida e silenciosa homenagem neste momento brutal.

«A Esquerda Radical», por Jean-Luc Godard (I)

Inquérito sobre a Coca-Cola: Rui Bebiano

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Rui Bebiano é Professor Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tendo-se dedicado incialmente ao espectáculo do poder no período barroco em Portugal e ao estudo da teoria da guerra, entre os séculos XVI e XVIII, tem dirigido a sua atenção nos últimos anos para a História Contemporânea e para a História do Tempo Presente.

Na Angelus Novus publicou o volume de crónicas Folhas Voláteis (2001), onde reuniu textos dispersos pelas publicações online em que foi pioneiro em Portugal, o livro O Poder da Imaginação (2003), sobre Juventude, Rebeldia e Resistência nos Anos 60, e, mais recentemente, Outubro. Dirige neste momento na Angelus Novus a série da Biblioteca Mínima sobre História Contemporânea, cujos primeiros volumes serão editados muito em breve.

É autor de um dos blogues portugueses mais visitados, A Terceira Noite, e colabora ainda em Vias de Facto e Caminhos da Memória.

P. Gosta de Coca-Cola? Numa escala de 0 a 5, em que 5 significa Muitíssimo, 4 Muito, 3 Assim-assim, 2 Gosto pouco, 1 Não gosto, e 0 Detesto, que classificação dá à Coca-Cola?

R. O médico indicou-me cinco fortes razões para não beber Coca-Cola (não estou autorizado a revelá-las), mas encontrei seis para o contrariar. A principal é a mais elementar e partilho-a com o Lula: aquele prazer nocturno de uma investida no frigorífico que me mata a sede e lubrifica os intestinos. Classificação 4 (seria 5 se já viesse com a rodela de limão).
 
P. A sua opinião sobre a Coca-Cola mantém-se, desde a primeira vez que a provou, ou alterou-se?

R. Alterou-se e muito. A primeira que bebi não foi bem Coca-Cola, mas a velha Canada Dry. Sabia estranhamente a canela e dava menos gás. A primeira a sério bebi-a na Galiza, com a sensação de estar a dar uma facada no Estado Novo. Dizia-se que o Salazar não gostava do logótipo «provocadoramente vermelho» e constava que podia dar muitas alegrias aos velhinhos.
 
P. Qual destas duas frases prefere? E porquê? (i) «A água suja do imperialismo»; (ii) «Os filhos de Marx e da Coca-Cola».

R. Celebrei a primeira algumas vezes, admito, mas hoje reconheço que estava inadvertidamente a defender o parricídio.

P. Como reescreveria hoje a última frase: «Os filhos de Marx e da Coca-Cola»?

R. «9 em cada 10 netos de Marx e da Coca-Cola usam iPod.»
 
P. Comente brevemente o poema de Décio Pignatari sobre a Coca-Cola.

R. Nunca me tinha apercebido de que o Pignatari trocava os vês pelos bês.

Onde estava o Wally

E a resposta certa era: Luís Quintais, como se pode ver agora na versão completa da foto (carregue na imagem para ampliar), está junto à casa em que Nietzsche viveu em Turim, Itália, e onde escreveu, em 1888, Ecce homo.  E o vencedor é Eduardo Sterzi, de S. Paulo (Brasil).

O vencedor irá pois receber em breve o volume Cultura e Cognição, de Luís Quintais, volume com que se estreou a série de Antropologia da Biblioteca Mínima.

Em breve haverá novas edições do nosso concurso Wally. Estejam atentos.

Na Índia primitiva, quando os portugueses tinham seu nome alevantado sobre esses signos celestes…

[Clique na imagem para aumentar]

NA ÍNDIA PRIMITIVA, quando os portugueses tinham seu nome alevantado sobre esses signos celestes, aqueles césares que a governavam não traziam o olho em mais que em dilatar a santa fé católica; em trazer as armadas mui ordenadas e providas; em ir buscar os turcos a Suez; em castigar e oprimir o malavar; em trazer enfreados e sopeados os reis vizinhos; em trazer os soldados fartos e contentes; e em muitas outras cousas desta sorte.

HOJE, MUITO AO CONTRÁRIO, não há quem faça embarcar os soldados mancebos; passeam por Goa todo o inverno; e tanto que entra o verão, que se querem fazer armadas, somem-se logo; e tanto que sabem que deram à vela, tornam logo a aparecer. E quando se as armadas recolhem, se sabem que hão-de mandar socorros a Maluco, Malaca e Ceilão, alguns d’armada dexam-se ficar polas fortalezas do Canará, e os de Goa se escondem polos covis, como furões. Sabem-no os vizo-reis, vêem que lhe faltam soldados na paga; e depois de partidas as armadas os vêem passear polas ruas muito lustrosos, e não enforcam quatro para terror dos mais.

O Soldado Prático, de Diogo do Couto, edição de Ana María García Martín, Biblioteca Lusitana, vol. 3.

É Natal, é Natal, quero o livro do Rui Manuel Amaral!

Para quem tenha dúvidas de que este é o melhor presente de Natal possível, aqui vai um rebuçado: a historinha «Giovanni del Gobbo»:

Naquela manhã, algo mudou na disposição de Giovanni del Gobbo. Para ser franco, não posso jurar que o seu nome fosse exactamente esse. Mas eu gosto de Giovanni del Gobbo e quero acreditar que era assim que se chamava. Mas voltemos à história. Até então Giovanni tinha vivido muito quieto no seu canto. Há muito que renunciara a qualquer espécie de ambição e se abandonara à mais plácida, simples, bucólica e humilde das existências, mergulhando numa aprazível e inefável solidão: ano após ano, longe de qualquer paixão, desejo, alvoroço.

Mas naquela manhã Giovanni del Gobbo acordou com uma singular disposição para tomar resoluções enérgicas. E, de facto, tomou as iniciativas mais surpreendentes. Ergueu a cabeça cerca de vinte centímetros, assoou-se com estrondo, pousou duas canetas atrás da orelha, apanhou uma mosca curiosa que pousara em cima da mesa para coscuvilhar, coçou poeticamente o cocuruto, deixou escapar um determinado número de “huns”, soltou uma gargalhada estridente, onde havia – é preciso dizê-lo – uma nota de maldade bastante desagradável ao ouvido, e começou a escrever: “Naquela manhã, algo mudou na disposição de Giovanni del Gobbo…”

P.S. Para dizer a verdade, ao nível deste livro como prenda de Natal – se duvida, veja o que sobre Caravana disseram Pedro Mexia ou António Guerreiro -, só este (com a vantagem de ser muito mais barato – e leve! – do que certos tijolos vendidos como «a súmula da literatura ocidental»). Os dois juntos, então, são o cúmulo do bom gosto como prenda natalícia… E com a nossa promoção de Natal, custam menos os dois do que muita solitária resma de papel que aí anda pelas livrarias.

Em Outubro…

  lancamento de outubro de rui bebiano em coimbra

… mais um evento que contou com casa cheia para ouvir falar Amadeu Carvalho Homem, José Manuel Pureza e…

 

“A REVOLUÇÃO, TODA A REVOLUÇÃO, é enunciada como ruptura mas propõe um regresso. A mudança que encena aponta desde a fundação para um restabeleci-mento, para um retorno, a uma ordem essencialmente antiga, primordial e benigna, que se crê ter sido corrompida algures e em algum momento.”

 

… Rui Bebiano

(início do capítulo 10 de Outubro)

 

É hoje!

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Quem puder que não falte. Um bom livro merece um bom debate. O livro de Rui Bebiano é excelente, oxalá seja agora remetido ao lugar de pretexto para debates iluminantes, este e outros. É que o tema ameaça ser eterno.

A nossa rentrée (I)

A nossa rentrée

Para que servem os direitos humanos? Para bem pouco, de facto…

Russia Activist

Primeiro (é um modo de dizer) foi Anna Politkovskaya. Agora chegou a vez de Natalya Estemirova, advogada e activista dos direitos humanos na Chechénia, região enfim «normalizada» sob o jugo de Ramzan Kadyrov, um ex-guerrilheiro convertido (parece que sem grande dificuldade) aos modos e méritos do estilo de governação de Putin, o homem da 2ª guerra da Chechénia.

Como se não bastasse este infindável massacre patrocinado «do Alto», eis que a Memorial, ONG com a qual Estemirova colaborava na denúncia das arbitrariedades do regime, é ameaçada com um processo-crime por Kadyrov, em «defesa da honra»… Kafkiano? Putiniano?

Para o perceber, nada como ler o espantoso Chechénia. A Vergonha Russa, de Politkoskaya, em boa hora editado entre nós: entra-se nele e, como no Nosferatu, de Murnau, as trevas vêm ao nosso encontro…

Entretanto, tentemos não esquecer este nome: Natalya Estemirova.

P.S. Um outro esforço nesse sentido, aqui.

«Outubro»: Primeiro take

 

Com realização de Eisenstein, assistentes de realização Pudovkin e Dovjenko, e com montagem de Vertov, eis o primeiro filme sobre Outubro.

Muito difícil, não se ser possuído por tamanho fervor revolucionário!

A Amazon e o uso e abuso das patentes: a opinião de António Machuco Rosa

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O Público noticiava há dois dias: Amazon regista patentes para publicidade em livros e ebooks. O essencial da notícia é isto:

A Amazon, a maior loja online do mundo, registou duas patentes para a inclusão de anúncios publicitários em livros: uma para livros electrónicos e outra para livros impressos a pedido.

Tanto para o caso dos ebooks como para os livros impressos nos chamados sistemas on demand (em que o exemplar só é impresso no momento em que o cliente o compra), as patentes contemplam publicidade nas margens e no topo das páginas, bem como entre capítulos ou entre intervalos de páginas – basicamente, a Amazon prevê a inserção de publicidade em praticamente todo o volume.

Lida a notícia, a perplexidade foi imediata: como se pode patentear uma coisa que está longe de ser uma «descoberta» ou «invenção», sendo apenas uma possibilidade entre as mil e uma que a publicidade todos os dias põe em prática para «inventar» suportes e superfícies promocionais? Fomos por isso ouvir António Machuco Rosa, professor de Ciências da Comunicação na Universidade Lusófona, autor de vasta obra e que em breve editará na Angelus Novus o volume de estreia da série «Média e Comunicação» da nossa colecção Biblioteca Mínima, com o título Os Direitos de Autor e os Novos Média. Livro no qual, aliás, esta questão é abordada em extensão e profundidade. Eis o seu depoimento:

O meu comentário tem o problema de eu não conhecer exactamente o caso, e a notícia do Público me deixar dúvidas, tal como se depreende do comentário:

1) As leis sobre as patentes aplicam-se a invenções que não são óbvias. Portanto, a ser verdade aquilo que a notícia diz, é totalmente bizarro que tenha sido acordada uma patente à Amazon. Talvez tenha antes sido acordada uma patente ao processo “mecânico” (software, neste caso) subjacente.  Mas continua a parecer-me uma patente discutível.

2)  A questão da publicidade reenvia para o código da publicidade. Em todo o caso, a questão que se coloca é se se exige um consentimento expresso do autor acerca da inserção de publicidade na obra. É uma estratégia inovadora, mas que me parece, pelo menos segundo o código português, que deverá exigir o consentimento do autor.

3) A questão de fundo parece-ne no entanto ser outra. As leis do direito de autor estipulam um conjunto vasto de usos legítimos que podem ser exercidos pelo utilizador sem consentimento do autor. Ora, o problema pode estar em a tecnologia dos livros electrónicos poder impedir esses usos (a cópia, o empréstimo a uma outra pessoa, etc.), sendo assim uma forma ardilosa de contornar a lei através da tecnologia.

Dupla referência da Minguante à Angelus Novus:

minguanteovelha1      minguantecaravana

Let’s look at the trailer!

 

A discussão foi lançada no blogue da Livros de Areia, editora pioneira entre nós no domínio dos booktrailers (há, inevitavelmente, uma discussão em torno de datas e de quem é que foi mesmo o primeiro, mas a discussão suspende-se se admitirmos que a Livros de Areia foi seguramente das primeiras a recorrer ao meio e a conferir-lhe uma visibilidade que até aí ele não possuía). Num post intitulado (Mais de) dois anos de trailers, os editores falam-nos essencialmente das dificuldades em exibir os trailers em livrarias, quer em situação corrente, em loop, quer em ocasiões especiais, como lançamentos.

Em posts seguintes, o assunto foi retomado, primeiro com a notícia de que a D. Quixote começou a instalar pequenos monitores em livrarias para exibição dos seus trailers, e depois incitando os pequenos e médios editores a unirem-se e fazerem o mesmo, de modo a combaterem esta ocupação absoluta do espaço pelos grandes grupos da edição.

Trata-se de uma discussão decisiva, e só podemos agradecer aos Livros de Areia por a terem lançado. No nosso caso, podemos referir que os problemas que a Livros de Areia encontrou para exibir os seus trailers desde que começou a produzi-los são exactamente os mesmos com que a Angelus Novus se tem deparado. A situação é aliás algo paradoxal e exprime todos os problemas que atravessam o mercado do livro neste momento. Por um lado, parece manifesto que o retalho se modernizou mais depressa do que a edição. Em grande medida por actuação das grandes redes – o mesmo é dizer, à custa de margens leoninas, que os editores se vêem forçados a aceitar, sobretudo quando não têm peso para ripostar -, a verdade é que as livrarias deram um salto enorme em Portugal nos últimos anos, no sentido da informatização (indispensável, para acompanhar um fluxo editorial talvez excessivo para o nosso número de leitores), do investimento no tratamento arquitectónico do espaço (por vezes com um excessso de design, diga-se) e da sua multiplicação de valências: cafés dentro de livrarias, locais para leitoras e leitores folhearem livros confortavelmente instaladas/os, etc. Um percurso pelos sites das editoras portuguesas, porém, é bastante para percebermos que as mesmas não se modernizaram ao mesmo ritmo, decerto por não possuirem capital para tal.

O problema, porém, reside no facto de os booktrailers, para já não falar de sites e blogues, representarem um investimento relativamento moderado, e seguramente o investimento em marketing mais suportável para uma pequena ou média editora, o que torna ainda menos compreensível o descaso com que editores de certa dimensão tratam o multimédia e o digital, em sentido lato. Se assim é, porém, tudo se complica e volta à forma inicial quando, como lembra com toda a pertinência a Livros de Areia, está em causa a exibição dos trailers em livraria. Como este epísódio recente com os monitores da D. Quixote vem lembrar, é de novo a lógica do mais forte a imperar: as pequenas livrarias não vêem no suporte algo em que valha a pena investir, ou se vêem entendem que não lhes cabe a elas fazer tal investimento; e as grandes redes em breve perceberão que têm aí mais uma fonte de proventos, na secção «custos de exibição», que como se sabe é uma das áreas em que o rolo compressor dos grandes grupos mais funciona.

Será de prever que no futuro as livrarias incluirão Video Walls em que cada editora terá um nonitor a projectar os seus trailers? É claro que as pequenas livrarias não poderão fazê-lo, por falta de espaço – admitindo que as editoras poderiam susportar os custos de instalação e manutenção. Mais uma vez, a ironia disto é que, à primeira vista, só as grandes redes terão espaço para essas Video Walls. Como é evidente, porém, a solução da Video Wall não é racional, pelo espaço que pode vir a ocupar. Racional seria um monitor, ou mais do que um, mas sem chegar ao excesso da Video Wall, em que passassem em loop todos os booktrailers de todas as editoras, em regime de ocupação do tempo a negociar previamente, como é natural. Só que, e voltamos ao terceiro tópico dos posts da Livros de Areia, para isso é fundamental que pequenos e médios editores se agrupem, pois caso contrário não terão poder negocial para se oporem ao rumo que os grandes grupos tentarão impor, e para o que contarão com a anuência dos grandes grupos de distribuição e, bem entendido, dos pequenos livreiros.

Não se trata de lamentar ou de culpar terceiros (grandes ou pequenos livreiros, grandes e muito grandes editores). Trata-se sim de perceber, com o episódio dos booktrailers mas muito para lá do seu âmbito restrito, que os pequenos e médios editores estão neste momento, em Portugal, numa encruzilhada de que só poderão sair por um movimento associativo inédito e inovador. Sem isso, e um pouco como acontece em todo o mundo no sector do livro e em todos os outros, serão varridos do mapa, com grande prejuízo, diga-se, para todos aqueles livros que, num cenário tão indesejável, deixariam de existir,  e, por isso, com grande prejuízo para todos os leitores que desejam mais do que aquilo que os grandes grupos querem e precisam de editar. A questão está pois em saber que trailer queremos para o nosso futuro. Na Angelus Novus, entendemos que não estamos condenados ao melodrama – assim como não estamos condenados a nada a priori. Assim haja inteligência estratégica, vontade e recusa de todos os paroquialismos.

 

 aviador

Uma central de informações: o Blogtailors

Há coisas tão evidentes, não há? E que, como sempre, só se tornam de facto evidentes depois de existirem. Onde podem os editores e livreiros portugueses informar-se de tudo o que, todos os dias, lhes diz directa ou indirectamente respeito, cá ou lá fora? Nos sites da APEL ou da UEP? No organismo governamental que, na cabeça de alguns, devia existir para este efeito? Na cabeça das pessoas, como sabemos, há sempre listas de organismos estatais que deveriam existir para…

Não senhor. O que permite, hoje em dia, não apenas essa difusão noticiosa mas, mais importante do que isso, a criação de uma verdadeira «comunidade de profissionais do livro», todos os dias, hora a hora, é o Blogtailors. Percebe-se que está ainda no início, percebe-se que está ainda a fazer o seu caminho, mas bastam os links para as intervenções de editores em blogues das suas editoras, ou para as intervenções de livreiros nos seus blogues, para constatarmos que há um mundo que se move e transforma na edição e distribuição em Portugal (desde logo, há gente, em cada vez maior número, que percebe que um site ou um blogue de editora e livraria não é um adorno mas uma ferramenta vital para a intervenção no mercado e no espaço público). Se a isso juntarmos as notícias que ali são repescadas dos média portugueses e estrangeiros e ainda textos que pessoas do meio, de moto próprio, enviam para o blogue, é fácil e inevitável constatar que aquilo que os «activistas» da Booktailors fazem no seu blogue é verdadeiro serviço público. Como ainda agora se viu com a criação dos prémios de edição, em colaboração com a Ler.

Por nós, saudamos o Blogtailors e dizemos-lhe: seja muito bem-vindo! E longa vida!

 

aviador