Feira do livro low cost na Capítulos Soltos, em Braga

Como se pode ver, a feira do livro low cost na Capítulos Soltos, em Braga, já começou e está muitíssimo concorrida. Mas com um esforço arranja-se ainda um lugarzinho para folhear uns títulos. As editoras são das melhores do país, ou não estivesse lá também a Angelus Novus…

Advertisement

PROMOÇÕES DE NATAL !!!!!

Leituras de praia

.  

Não vá de férias sem estes livrinhos:  

.  

 

A Fidelidade ou o Amor em Carne Viva de Michela Marzano 

Monogamia de Adam Philips

Caderno de Memórias Coloniais de Isabela Figueiredo

      O Poeta de Pondichéry de Adília Lopes

Quinze Dias no Deserto Americano de Tocqueville

Dois Diálogos de Marquês de Sade e Nuno Júdice

 

 

 

Com descontos até 30% na compra online até ao fim do Verão!

Rui Bebiano: «Folhas Voláteis»

O primeiro livro de Rui Bebiano na Angelus Novus, Folhas Voláteis (2001), apresenta como subtítulo «Crónicas Digitais». De facto, o livro assinala uma data importante na história da net em Portugal e, mais latamente, na da nossa cultura digital, pois é uma das primeiras obras em papel que colige textos – neste caso, «crónicas» – escritos para o suporte digital. Bebiano foi um dos pioneiros do cibermundo em Portugal e em português (no início, com fortes ligações ao activismo galego), em sites e publicações como Lugares (primeiro guia de links na Net portuguesa) – 1994-1996 -, Non! cultura e intervenção (primeiro e-zine português) – 1996-2002 – Colonial (primeiro site português sobre a Guerra Colonial) – 1999-2000 -, o blog colectivo Sous les Pavés, la Plage! – 2004-5 -, o blog colectivo A  Estrada – 2005-6 -, o blog A Noite – 2006-7, antes do actual A Terceira Noite e colaboração em vários projectos colectivos recentes.

Desse livro inicial na Angelus Novus, recuperamos hoje um dos melhores textos de Rui Bebiano nesse volume, uma crónica em que o autor discute exactamente as alterações induzidas nos regimes de leitura pelas revoluções teconológicas do nosso tempo. Que agora pode ler, com mais algumas dezenas de outros textos, a preço ainda mais módico.

A chuva, os ácaros e a leitura

Chove muito nos invernos lusitanos. Não tanto como naquela cidade da Noruega, na qual, anunciava o velho manual de geografia, «até os cavalos se espantam» quando vislumbram humano sem guarda-chuva. Mas chove o suficiente para nos inibirmos de passar as tardes de óculos escuros, beberricando imperiais em esplanadas luminosas e simplesmente vendo as vistas. Nas alturas húmidas refugiamo-nos sim, como acontece nas regiões assumidamente borrascosas, em desportos íntimos, em bricabraques domésticos, em vícios 100% incompatíveis com a água que ensopa e o vento malvado que gela e despenteia.

Existia em tempos quem, por essa época de interiores, ocupasse as horas mortas, se tinha afazer, condição ou desculpa que concedessem a elegância, e pachorra para forma tão monótona de passar o tempo, a respirar a indolência das salas aquecidas. Sócios, reais ou imaginários, de um daqueles clubes de vago modelo britânico, no qual a chávena de chá combinava com o jornal entalado entre ripas, as conversas aconteciam em tom amável, o indefectível Jenkins se travestisse de um polido senhor Antunes, a figura da soberana coroada tivesse os contornos – eram as vésperas de um Abril por vir – de um velho almirante retratado a preto e branco. Aí, entre as mãos do brídege, frases sussurradas e bolinhos de manteiga, existia quem acompanhasse o movimento dos ponteiros com a leitura, encadernada e pacífica, de volumes dos mais insuspeitos clássicos. Daqueles que as universidades igualmente clássicas ensinavam com incontido orgulho, as famílias honestas exibiam sem preconceito às visitas, e a censura achava que não perturbavam a vida simples de um povo simples.

Continuar a ler

Rui Bebiano, autor em destaque

Rui Bebiano é um dos autores de referência da Angelus Novus. Na nossa editora publicou já três livros – o volume de «crónicas digitais» Folhas Voláteis, o estudo inovador sobre a cultura jovem nos anos 60 em Portugal, O Poder da Imaginação, e o muito recente ensaio Outubro – e dirige a série de História Contemporânea da Biblioteca Mínima, que se estreará em breve.

Por essa razão, no momento em que lançamos a nossa promoção Autor em Destaque faz todo o sentido começar com Rui Bebiano. Aproveite e leia o autor do blogue A Terceira Noite em papel: os livros são bons e bonitos e, agora, mais em conta!

P.S. Com a ajuda do próprio Rui Bebiano, começamos neste post uma reinvenção da imagem gráfica dos nossos autores. Esteja atento, pois vai valer a pena…

Leituras para a Páscoa

  A preços ainda mais apetecíveis até ao fim do Domingo de Páscoa.

.

Emília Rocha

A princípio, Emília Rocha não se queixava de nada em particular. Apenas uma vaga sensação desagradável na zona abdominal, mas que passava quase despercebida. Em poucas horas, porém, as coisas pioraram a olhos vistos. Emília Rocha começou a apresentar um conjunto de sintomas que indiciavam alguma espécie de patologia: perda momentânea de apetite seguida de um desejo incontrolável por grãos de milho e couve lombarda; alterações da pigmentação da pele associadas à formação de uma breve penugem branca que rapidamente cobriu todo o seu corpo; e uma súbita vontade de trepar a cadeiras e mesas.

Dezassete horas após os primeiros sintomas, o caso tinha já evoluído rápida e inexoravelmente, assumindo contornos para os quais a medicina estava longe de possuir explicações. Nesta fase, Emília Rocha era incapaz de articular duas palavras seguidas, exceptuando a expressão “minhocas frescas”, que repetia de cinco em cinco minutos, abrindo os olhos e a boca de uma maneira tão singular que causava uma profunda impressão.

Na vigésima hora, agitava freneticamente os braços para cima e para baixo, e arranhava o chão com os pés, empenhando nisso todas as suas forças, como se procurasse desesperadamente abrir um buraco no soalho.

À vigésima quarta hora, Emília Rocha pôs um ovo.

 

.

  Rui Manuel Amaral – Caravana (pág. 21-23)

 

Na semana em que se celebra o Dia da Poesia…

 

 …a Angelus Novus sugere:

.

 

 
Poesia de Jerónimo Corte-Real

O Poeta de Pondichéry seguido de Maria Cristina Martins de Adília Lopes

Antologia da Poesia Experimental Portuguesa

O Canto de Mársias : por uma Poética do Sacrifício de Fernando Guerreiro

Tempo de Orfeu de Alfredo Guisado

 

Com 20% de desconto na compra online… mas só durante esta semana (21 a 27 Março 2010)!

.

«Poesia no Feminino», na Almedina

A campanha Poesia no Feminino dura todo o mês de Março, na rede Almedina, e um dos livros nela incluídos, como pode ver no site da Almedina, é O Formato Mulher, de Anna M. Klobucka.

Vale a pena: pelos livros, de boas autoras, e pelos descontos, claro.

Ele & Ele

[Clique na imagem para aumentar]

Ela & Ele

[Clique na imagem para aumentar]